


entrevista final age
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1. A Final Age lançou Tinnitus, um novo capítulo na trajetória da banda. O que esse álbum representa para vocês e quais foram as principais escolhas musicais e conceituais desse trabalho?
Esse álbum é uma conquista para nós, da banda. Começamos as composições por volta de 2018 e, ao longo desse período, tivemos membros que saíram e novos integrantes que chegaram. Com isso, muita coisa que havia sido inicialmente pensada acabou tomando rumos diferentes em alguns momentos.
Pensamos em manter as características tradicionais do Heavy Metal, mas também queríamos colocar uma identidade pernambucana nas músicas. O conceito foi pensado para que o álbum se passasse em um cenário de destruição, onde o caos toma conta da humanidade. O ouvinte terá uma percepção clara dos acontecimentos, já que cada música traz consigo um pedaço dessa história que está se desenrolando.
E não acaba por aí: tudo se passa em três atos, e o álbum Tinnitus conta essa primeira parte da história.
2. A banda abriu o show do ShamAngra em Recife. Como foi essa experiência, tanto pela resposta do público quanto pela oportunidade de dividir a noite com músicos ligados a uma história tão importante do metal brasileiro?
Bem, pode-se dizer que foi um sonho realizado. Os irmãos Mariutti influenciaram praticamente toda a Final Age e, junto com essa geração de músicos fantásticos, fizeram daquela noite algo que realmente é difícil de descrever em palavras.
Além da honra de dividir o palco, ficamos muito agradecidos por toda a atenção e humildade do ShamAngra e de sua produção para com a Final Age. Tivemos a oportunidade de trocar ideias, tirar fotos e, principalmente, receber a opinião do mestre Luis sobre a banda. Isso foi algo que vamos levar conosco.
Foi uma experiência muito diferente de outras situações em que a Final Age abriu para bandas grandes do metal nacional. Não pela atenção que recebemos, mas por experiências anteriores em que, infelizmente, algumas atitudes chegaram até a prejudicar o nosso show. Com o ShamAngra, foi justamente o contrário: fomos muito bem recebidos e tivemos uma noite que ficará marcada na história da Final Age.
3. A Final Age construiu sua trajetória dentro da cena pernambucana, que tem uma identidade muito forte e uma história relevante no metal nacional. Como vocês enxergam essa caminhada até aqui e quais são hoje os maiores desafios e forças de fazer Power Metal a partir de Pernambuco?
A Final Age sempre teve como objetivo colocar em suas músicas as raízes pernambucanas, tentando, de alguma forma, mostrar essa mesclagem entre o Power Metal e os elementos regionais.
Hoje, mesmo com todas as dificuldades de se fazer música aqui em Pernambuco, tentamos superar esses obstáculos de uma forma simples: fazendo música e mantendo acesa a chama do Heavy Metal em nossa cidade.
Para nós, fazer Power Metal a partir de Pernambuco também é uma forma de mostrar que existe muita força e identidade na cena daqui. Queremos continuar levando essa mistura da nossa cultura com o Heavy Metal para cada vez mais pessoas.