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entrevista malvada
lucas mariano
1) A banda lançou o segundo álbum no ano passado? Como tem sido a receptividade das músicas novas?
Bruna: Nós lançamos nosso novo álbum no meio do ano passado, sim. A receptividade tem sido muito legal...nós mudamos muito a sonoridade e a intenção. Além da troca de metade das integrantes, que influenciou bastante. Diria que foi o renascimento da Malvada. A mesma essência, mas uma proposta bem diferente. A
aceitação do público está sendo incrível!
2) Vocês fizeram uma turnê abrindo shows do Michael Schenker na Europa. Como surgiu o convite?
Bruna: O convite chegou através da nossa produtora, TC7 Produções, que estava em negociação com a agência Lucky Bob para trazer uma banda deles para um tour na América do Sul. Eles gostaram muito do trabalho da Malvada e nos ofereceram essa turnê europeia com o Michael Schenker.
3) Como foi essa experiência de tocar na Europa?
Rafa: Surreal! Foi a primeira vez que viajei para outro país, e estar indo para mostrar o nosso trabalho é uma experiência que jamais vou esquecer. Senti que isso aproximou muito a gente como banda, além de nos permitir observar uma perspectiva além para nós no futuro. Eu amei.
Bruna:Foi a coisa mais incrível que já vivi. Foi demais ver como as coisas funcionam lá fora. Tocamos aondenossos maiores ídolos tocaram e se tornaram grandes. Foi mágico.
Juliana: Maravilhoso! Eu já havia feito turnês na Europa, mas com projetos não-autorais. Ir com a Malvada e tocar as nossas próprias músicas foi um sentimento incrível! Totalmente realizador. Um sonho.
Indira: Foi realmente incrível! Estávamos entre outra cultura, mas ainda no nosso meio musical, o que nos trouxe uma nova visão sobre o nosso show e uma nova forma de conexão com o público, conversando com cada país em questão. Isso nos deu mais confiança como artistas e agora conseguimos ver um caminho claro
pro futuro da nossa música.
4) O set list desses shows foi 100% autoral? Qual música vocês sentiram que mais fez sucesso com o público?
Rafa: Sim, o setlist foi totalmente autoral. Sentimos que as músicas em que fechamos o show são as que mais mexiam com o público, por serem as mais intensas e pesadas do álbum, Down The Walls e Bulletproof.
5) Qual dos shows da Europa foi o mais emocionante?
Rafa: Vários shows foram muito emocionantes, mas, para mim, foi o que fizemos na Holanda, em Tilburg. O público de lá nos recebeu de uma forma muito legal, além de ter sido um palco que gostamos bastante de tocar.
Bruna: Acho que vai ser unânime: Tilburg! Tocamos pro maior público da tour e a banda estava com uma energia fora de sério. Além de ter sido muito especial pra mim, tocar no dia do meu aniversário.
Juliana: Tilburg e Paris! Difícil escolher um deles. Tilburg por ter sido um público e uma casa gigantes e calorosos, Paris por ter sido em um lugar histórico, numa casa histórica. Os dois marcaram demais.
Indira: Muito difícil decidir, cada um teve uma peculiaridade que fez nos apaixonar pelo local, pelo público...Mas eu diria Holanda e França. Tilburg e Paris foram definitivamente muito especiais, ambos em palcos que fizeram história como Le Trianon, o que deixou tudo com um gosto único.
6) Antes de ir para a turnê na Europa, vocês lançaram uma música nova. Falem a respeito dela.
Rafa: A RNR Girl é uma música que nós gostamos por vários motivos, eu particularmente gosto muito da letra dela, pois existem várias referências do rock n’ roll ali, e termos citado mulheres e lançado ela no mês da mulher com a nossa banda foi muito simbólico.
7) O que essa turnê na Europa serviu para a banda Malvada?
Bruna: Além de todo o network que fizemos, o mais importante foi conseguir elevar o nível do nosso show. Quando fazemos shows quase todos os dias, como foram 10 em 15 dias, fica muito mais possível deixar tudo redondo. A prática leva à perfeição, e deu pra praticar, errar, acertar, ajustar... tudo.
8) O público da Europa é diferente do brasileiro?
Bruna: O público é completamente diferente. Nos três países europeus em que tocamos, ele é bem mais quieto e comportado, diferente do que estamos acostumadas aqui. Na primeira apresentação, ficamos até meio preocupadas, até entender que é um padrão mesmo. A galera assiste ao show com muita atenção, sem falar nada, e ao final de cada música vêm os aplausos. E só. Dá pra entender porque tantos artistas
internacionais gostam de gravar DVDs aqui no Brasil.
9) Qual a expectativa para os shows do Bangers Open Air e do Rock in Rio?
Juliana: Expectativas altíssimas para que sejam momentos únicos na nossa carreira. Estamos trabalhando com muita seriedade para entregar shows diferenciados com nossa cara e nossa identidade. Ambos serão marcos na nossa carreira e daremos tudo nosso para que sejam incríveis.
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10) Tem alguma novidade para esse ano ainda?
Juliana: Sim, temos alguns lançamentos pra fazer ainda esse ano. Estamos compondo nosso próximo álbum e em breve temos anúncios de mais festivais incríveis pela frente.
11) Quais os hobbies de cada uma?
Rafa: Literatura faz parte da minha desde a pré-adolescência! Mas, tudo que tem a ver com arte eu gosto de me arriscar a fazer por hobbie; escrita, pintura, cinema...
Bruna: Eu gosto de esportes, tipo correr com minha cachorra, nadar, treinar calistenia ou na academia. Também curto vídeo game, já zerei God Of War e tô no projeto do Resident Evil. Também gosto muito de viajar.
Juliana: Eu amo filmes e séries. Descobrir séries novas, maratonar, ver filmes novos, eu amo. Além de sair com os amigos, resenhar, conhecer lugares novos com eles.
Indira: Com certeza é pintar e criar pequenos quadros por esporte e maquiar, trabalhei com isso a mais de 10 anos antes da música.
12) O que a banda espera para o futuro?
Juliana: Estamos trabalhando fortemente para conseguir estabelecer nosso nome na história do rock nacional, e agora também construindo um nome internacionalmente, queremos deixar levar nosso som para o máximo de pessoas ao redor do planeta e ser inspiração para as próximas gerações de meninas/mulheres a acreditarem nos seus sonhos e serem o que quiserem ser!