


entrevista Bruno sutter
lucas mariano
1) Qual lugar você nasceu? Qual ano? Quando começou seu desejo pela música?
Nasci em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 1979. O meu desejo pela música ele começou quando eu tinha por volta dos meus três anos de idade quando o meu pai, que era poeta, comprou pra mim o disco Arca de Noé um e dois do Vinícius de Moraes. Essa obra é muito incrível e a partir dali eu ficava ouvindo aquelas músicas muito bem elaboradas, muito bem compostas né. Que eram poesias do Vinícius de Moraes com orquestrações. As musicalizações e composições musicais do Toquinho. Então foi pro meu primeiro passo na música.
2) Quais seus Hobbies? Quais as suas influências?
Os meus hobbies são pilotar kart né. Sou piloto de carte e já liderei as quinhentas milhas de kart profissional lá no cartódromo Ayrton Senna, em 2022 e eu também sou ciclista e ciclo ativista. Tenho uma bicicleta pra mim e é uma paixão né, eu faço por volta de trinta quilômetros todos os dias pra ir ao trabalho né.
3)Você conquistou muita coisa sendo um artista de televisão, e posteriormente com a música. Ainda tem algum objetivo que sente que não realizou? Em relação a algum sonho, tem algum que ainda sonhe realizar?
Olha sinceramente eu me sinto assim como artista e como pessoa uma pessoa realizada. Eu já conquistei tudo que eu almejava. Sabe? Eu tenho uma grande felicidade de poder viver da minha música, viver da minha arte. Tudo que foi plantado lá atrás com Hermes e Renato, com o Massacration, com a MTV, hoje em dia com a Kiss FM. Eu colho diariamente com carinho, com o carinho das pessoas que acompanham o meu trabalho, e no ano passado eu fiz noventa e quatro shows e a tendência é se manter igualmente no mesmo patamar. Eu canto pra viver, né? Uso a minha voz como a minha profissão, tanto no humorismo quanto na música, e já fui eleito quatro vezes o melhor vocalista do Brasil. Então tenho tenho uma família incrível, tenho uma namorada que eu amo muito e então familiarmente e profissionalmente eu sou uma pessoa muito muito realizada. Eu gosto de pensar que se a gente fica projetando sonhos é uma coisa que você não acaba vivendo o agora. Se você vive o agora com plenitude e fazendo o que você ama você, é uma pessoa bem sucedida e eu me sinto extremamente realizado.
4) Você gosta de ler? Pode nos contar alguma curiosidade sua?
Eu não tenho o hábito da leitura assim de livros, mas o fato de eu ter sido um dos redatores do Hermes e Renato me trouxe muita bagagem né? Então o humor é uma é uma profissão maravilhosa pra você eh ter um bom vocabulário, estudar bastante a respeito de coisas é totalmente diferentes umas das outras né?
Então isso é, essa Leitura que eu costumo fazer é mais pra pesquisas de personagens ou coisas que eu vouutilizar na minha carreira, não de livros específicos né? E uma curiosidade na minha carreira que no meucomeço como cantor, eu já fui cantor de churrascaria então eu cantava de tudo cantava desde Elton John até Netinho do Axé eh Reggae Dance, Skank, de tudo um pouco.
5) Como surgiu seu programa na rádio Kiss FM?
O meu programa na Kiss FM surgiu com o fim da MTV, assim que a MTV terminou eu determinei que na minha carreira eu preciso estar no ar, né? Com constância, porque isso ajuda você manter a tua relevância dentro do segmento midiático. E como o rock é minha vida e sempre fui fã da Kiss FM, eu estudei o público alvo da rádio, que é a classe A B vinte e cinco mais e montei um programa bem humorado com foco no rock. Fiz esse piloto e levei pra direção da rádio, eles gostaram do material e já faz já faz doze anos que eu estou trabalhando na Kiss FM, todos os dias no Bem que se Kiss que é um programa de segunda a sexta de meio dia à uma da tarde daí um programa muito bem conceituado na rádio, atualmente o nosso programa tem por volta de oitenta a cem mil ouvintes por minuto na grande São Paulo, então um programa de bastante sucesso.
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6) Tem alguma novidade que está prestes a acontecer? Pode contar caso haja?
Uma novidade bem legal da nossa trajetória é que agora a gente vai estrear a turnê de vinte anos do primeiro disco do Massacration. Vai rodar o Brasil inteiro a gente já tem várias datas agendadas e o show tá maravilhoso. É com muita felicidade que a gente revisita o nosso primeiro disco que foi um sucesso estrondoso na época, o primeiro disco do Massacration vendeu cinquenta mil cópias e foi disco de ouro na
época. Essas músicas são maravilhosas de se tocar ao vivo. Então eu tô muito empolgado de poder levar o Detonator e o Massacration pra essa turnê esse ano. E continuo também esse ano com o meu tributo ao Iron Maiden. Ano passado eu fiz noventa e quatro shows somando o Massacration e o tributo ao Iron Maiden. Então a tendência é manter essa quantidade e talvez até mais esse ano. Tô muito empolgado com essas novidades pra dois mil e vinte e seis.
7) Como surgiu a ideia de fazer um show apenas com o set lista do Iron Maiden? Você fez um show recentemente no Carioca Club, como foi? Fale sobre a sensação de ter feito um show só com o repertório da banda.
O projeto do Bruno Suter executa Iron Maiden surgiu devido a pandemia. Quando a pandemia acabou eu tive total noção de que o mundo estava quebrado. Inclusive os contratantes de show. Então eu pensei numa maneira sustentável de conseguir fazer caixa e conseguir rodar o Brasil, fazendo um show onde eu viajasse sozinho ou no máximo com um produtor e ir tocando com bandas locais. Como eu sou um grande
fã de Iron Maiden e sei que o Iron Maiden é uma das bandas mais queridas aqui no Brasil no mundo inteiro. Eu apostei nesse negócio e que tem funcionado muito bem. Esse show já tem quatro anos e a gente faz shows pelo Brasil inteiro. Todas as bandas que eu costumo tocar são muito boas. Nunca tive nenhum problema. O Brasil tem músicos muito competentes, muitos músicos, fãs do Iron Maiden, competentes e eu acho que isso acabou sendo sacramentado nesse show no Carioca Club que foi um
grande sucesso de público. O lugar estava lotado e é um projeto de amor e dedicação a essa banda que a gente ama tanto que é o Iron Maiden.
8) Você surgiu na televisão, no programa Hermes e Renato. O que fez antes disso? Sente saudades do programa?
Antes do Hermes e Renato eu já era cantor, né? Como eu falei anteriormente, além de cantar em churrascaria eu comecei a cantar com doze anos de idade, em uma banda de death metal e posteriormente com quatorze anos eu comecei a cantar na noite de Petrópolis, em uma banda de blues. Chamada Montana Blues. Depois eu comecei a montar as minhas bandas, meus projetos musicais e rodava a cidade de
Petrópolis como qualquer cantor amador né? E aí por intermédio das minhas bandas é que eu conheci o Marco Antônio e o Fausto. E aí a partir disso a gente começou a trabalhar juntos né? A partir disso veio o convite pra que eu integrasse o grupo Hermes e Renato.
9) Qual seu maior orgulho?
O Hermes e Renato é um programa que eu adorava fazer mas dava muito trabalho, né? Escrever aqueles roteiros todos, fazer depois as atuações, tudo. Era muito trabalho. Eu sinto muito orgulho de ter feito esse esse grande trabalho e de ter sido referência pra tantos grupos de humor atuais. Né? Me traz muito orgulho. O Hermes e Renato, eu não diria que eu sinto saudade, eu sinto mais orgulho do que saudade. O
meu maior orgulho é poder viver do que eu amo fazer. Pra mim não tem nada mais pleno do que você fazer o que ama e poder viver com conforto disso, porque o sucesso da minha concepção é, fazer o que você quer. Se você faz o que você quer e consegue viver com conforto é disso o maior orgulho possível.
10) Conheceu ao longo dos últimos anos algum ídolo seu da música? Qual foi?
Olha, eu poderia ser mais protocolar e dizer que o ídolo mais importante que eu conheci na música foi o Bruce Dickson. Mas foi um encontro muito rápido lá na MTV e poxa, eu era simplesmente mais uma pessoa no bolo, apesar dele ter me dado muita atenção, porque eu trabalhava na MTV. Ele fez piadas com a capa do disco do Massacration, com a gripe aviária na época e tudo. Mas o ídolo que mais me impactou positivamente foi André Matos. Porque eu tive a felicidade de conhecer um grande ídolo que me influenciou a estudar música, a querer estudar canto e posteriormente conhecer essa pessoa e ser amigo dessa pessoa. Então isso foi muito importante pra mim. O André pra mim foi o ídolo que mais me impactou principalmente devido ao convívio que eu tive o prazer de ter com ele. Né? Quando eu pude algumas vezes dividir o palco com ele e tudo. Ele chegou a falar esse menino é o futuro do heavy metal brasileiro, apostando no potencial do meu trabalho. Quando ele foi me defender na imprensa especializada, falando que a gente precisava aprender a rir de si mesmo, quando muitas pessoas dentro desse segmento batia muito no Massacration. Ele teve essa visão né? E ter ter tido vários encontros tanto
ele indo no meu programa na Kiss FM. E também com ele dividindo o palco na volta do Shaman, também que foi muito impactante pra mim nos dois shows, que eu pude cantar com ele e foi muito inesquecível.




